DE ACORDO COM O LIVRO HISTÓRIA DO BATALHÃO, DE RÔMULO CHAVES WANDERLEY, ANTÔNIO FERNANDES DANTAS, NA ÉPOCA, NO POSTO DE TENENTE CORONEL COMANDOU A GLORIOSA E AMADA POLÍCIA MILITAR, NO PERÍODO DE 26 DE OUTUBRO DE 1928 A 05 DE OUTUBRO DE 1930
CORONEL ANTÔNIO FERNANDES DANTAS - CAICÓ
STPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 20 DE DEZEMBRO DE 2018
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STPM JOTA MARIA
sexta-feira, 19 de julho de 2024
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
ANTÔNIO FERNANDES DANTAS
Antonio
Fernandes Dantas, natural de Caicó, nascido a 18 de maio de 1881. Era um temperamento
pacífico e acomodado. Vindo para o governo do Estado por uma contingência de
orientação política getulista, de dividir para governar, não teve outra maior
finalidade que auferir as possíveis vantagens do exercício do cargo e aplicar
suas longas horas de ócio, após a assinatura do expediente organizado por seus
auxiliares em enchê-las com a única paixão de sua velhice e jogo. Por outro
lado, se a tendência ao autoritarismo que é um quase hábito que caracteriza 90%
do militar de carreira, se não se manifestou nessa interventoria, também a
ausência de cheqfes políticos que marcou. Faleceu em janeiro de 1966
Nomeado a
10 de junho de 1943, chegou em Natal no dia 2 de julho e tomou posse no seguinte
e governou até 15 de agosto de 1945. O novo interventor manteve quase a mesma equipe
de auxiliares do governo anterior , fazendo apenas algumas modoficações, como a
nomeação de José Varela para o cargo de prefeito de Natal, que com a dedemocratização
do País, em 1947, seria eleito governador do Rio Grande do Norte. O
desembargador João Dionísio Filgueira, Mossoroense, foi nomeado Secretário-geral
do Estado. O INTERVENTOR também manteve o jovem Aluízio Alves (11/8/1921), por
quem tinha grande admiração, como diretor de Reeducação e Assistência
Social(SERAS), que construiu o abrigo de idosos “JUVENTO BARRETO”, o abrigo de
menores “MELO MATO” e o orfanato PADREJoão Maria, para crianças desemparadas.
Aluízio exercia ainda, cumulativamente, a direção da LBA no Estado
De 03-07-1943 a 15-08-1945
por JOÃO
BATISTA MACHADO
O novo
interventor manteve quase a mesma equipe de auxiliares do governo anterior,
fazendo apenas algumas modificações, como a nomeação de José Augusto Varela para
o cargo de prefeito de Natal, que, na redemocratização do País,em 1947, seria
eleito governador do Rio Grande do Norte. O desembargador João Dioniso
Filgueira foi nomeado secretário - geral
do Estado
O general
manteve também o jovem Aluízio Alves, por quem tinha grande admiração, como
diretor do Serviço de Reeducação e Assistência Social -SERAS, que construiu o
abrigo de velhos “Juvino Barreto”, o
abrigo de
menores “Melo Matos” e o orfanato padre “João Maria” para crianças
desamparadas. Aluízio exercia ainda, cumulativamente, a direção da LBA no
Estado.
REMANESCENTE
Recebeu
instruções do governo federal no sentido de apoiar, no Estado, a liderança
política de José Augusto, concentrada no extinto Partido Popular. Quando da
criação dos novos partidos, já na fase da redemocratização do País, os
remanescentes do antigo Partido Popular, que era o de expressão maior, resolveram
romper com o interventor e seguir o caminho da oposição, apesar das benesses
que tinham recebido do general Fernandes Dantas. Dos 42 prefeitos do Estado,
apenas um ficou solidário ao interventor. Os demais, solidarizando-se com José
Augusto e renegando ao general, pediram demissão.
A sua ala
mais expressiva fundou a União Democrática Nacional - UDN, enquanto a minoria
ficou com o interventor e passou a trabalhar para a criação do Partido Social
Democrático -PSD. A partir de então começaram as disputas políticas acirradas
entre os dois blocos, que antes viviam sob o mesmo teto.
APTIDÃO
Valendo -se
da sua intimidade com o palácio do Catete, o astuto Georgino Avelino dizia aos
poderosos da época que o general não
tinha aptidão para a política. Foi nomeado interventor em seu lugar, em 1945,
para organizar o novo partido, o PSD, que no pleito de 1947 levou à vitória o
deputado José Varela, candidato seu ao governo do Estado.
O general
Fernandes Dantas tinha ocupado antes o comando da Polícia Militar do Estado no
governo de Juvenal Lamartine. Quando estava servindo em Salvador como coronel,
foi nomeado interinamente interventor federal da Bahia, em 1937. Em 1945,
concorreu à senatória pelo PSD, juntamente com Georgino Avelino, perdendo a
eleição para o udenista José Ferreira de Sousa, primo do majó Theodorico
Bezerra, que, embora sendo um dos caciques do PSD, o apoiou. Foram eleitos
Georgino Avelino (PSD) e Ferreira de Sousa (UDN).
Na
eleição de um terço do Senado, em 1947, o general Antônio Fernandes Dantas
compôs a chapa de senador, como suplente do empresário João Câmara. Todavia,
seu registro de suplente foi anulado pela Justiça Eleitoral. O general
encerrava assim sua participação na vida pública do Rio Grande do Norte. O secretário
geral do Estado durante a sua gestão foi João Dioniso Filgueira. O general
Dantas nasceu em Caicó e faleceu no Rio de Janeiro, em 1966.
FONTE:Extraído
do livro “Perfil da República no Rio Grande do Norte (1889-2003)”, de autoria
do jornalista e historiador João Batista Machado (págs. 125-128)
FONTE –
FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO
ANTÔNIO FERNANDES DANTAS
Militar; interv. Ba 1937-1938; interv. Rn
1943-1945.
ANTÔNIO FERNANDES DANTAS - interventor federal
nomeado pelo Presidente Getúlio Vargas.
Mandato: 3 de julho de 1943 a 15 de agosto de
1945
Antônio
Fernandes Dantas nasceu em Caicó (RN) no dia 18 de maio de 1881.
Ingressou na
Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em
fevereiro de 1898. Aspirante-a-oficial da arma de artilharia em março de 1904,
passou a segundo-tenente em fevereiro de 1909 e a primeiro-tenente cinco meses
depois. Em maio de 1919 foi promovido a capitão, em março de 1924 a major, em
março de 1929 a tenente-coronel e dezembro de 1933 a coronel.
No dia 1º.
de novembro de 1937, foi nomeado comandante da 6ª. Região Militar, sediada em
Salvador e, simultaneamente, executor na Bahia do estado de guerra, decretado
pelo presidente Getúlio Vargas em 2 de outubro para vigorar em todo o
país. Simpatizante do integralismo, logo que chegou à capital baiana
enviou telegrama ao governo federal solicitando maiores recursos para reprimir
os comunistas.
Decretado o
Estado Novo (10/11/1937), assumiu no dia seguinte o cargo de interventor
federal na Bahia, em caráter interino, substituindo o governador Juraci
Magalhães, então em conflito com Vargas. Além de manter a ordem pública
como interventor, determinou a criação da estância hidromineral de Itaparica, a
reorganização do Corpo de Voluntários da Saúde Pública e a extinção da taxa
cobrada por saca de café exportado. Deixou o cargo em março de 1938, sendo
substituído por Landulfo Alves, e ainda nesse mês foi promovido a
general-de-brigada. Em 1941 assumiu a direção de artilharia do Exército.
Em junho de
1943 foi novamente nomeado interventor federal, dessa vez no Rio Grande do
Norte, em substituição a Rafael Fernandes. O estado encontrava-se na ocasião
atingido por forte seca, com a economia sofrendo as dificuldades impostas pela
Segunda Guerra Mundial (1939-1945) aos transportes marítimos. Por outro lado,
a indústra bélica favorecia a exploração de minérios, e a presença de uma
guarnição militar reforçada com milhares de homens e de efetivos norte-americanos
no aeroporto de Parnamirim, perto de Natal, dinamizava o comércio. Entre
os atos de sua administração destacou-se a criação do Departamento do Serviço
Público, do Serviço de Pronto Socorro - entregue à Sociedade de Assistência
Hospitalar -, e do Grupo Escolar Presidente Roosevelt.
Transferido
para a reserva em maio de 1945, permaneceu como interventor no Rio Grande do
Norte até agosto seguinte, quando passou o cargo a Georgino Avelino.
Em sua
carreira militar cursou ainda o Centro de Instrução de Artilharia da Costa.
Faleceu no
Rio de Janeiro em 1966.
FONTE –
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ANTONIO FERNANDES DANTAS
Nasceu em Caicó, Rio Grande do
Norte, em 18 de maio de 1881. Aos 17 anos ingressou na escola militar da praia
vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Realizou curso de
especialização em engenharia militar em 1920, alcançando o posto de coronel em
1933. Foi nomeado, em 25 de outubro de 1937, comandante da 6ª região militar em
Salvador e executor do estado de guerra, decretado por Getúlio Vargas em todo o
país. Simpatizante do integralismo, solicitou recursos do governo federal para
reprimir o comunismo na Bahia. Decretado o Estado Novo em 10 de novembro de
1937, assumiu, no dia seguinte, interinamente, o cargo de interventor federal
da Bahia substituindo o governador Juracy Magalhães que renunciou por divergir
do golpe. Na interventoria, além da manutenção da ordem na capital, determinou
a criação da estância hidromineral de Itaparica; reorganizou o corpo de
voluntários da saúde pública; manteve a isenção de impostos para todas as
indústrias novas no estado e extinguiu a taxa cobrada por saca de café
exportado. Deixou o cargo em 23 de março de 1938. No dia 25, foi promovido a
general-de-brigada. Assumiu em 1941 a direção de artilharia do exército e em
julho de 1943 foi novamente nomeado interventor federal, agora no Rio Grande do
Norte, em substituição de Rafael Fernandes. Transferido para a reserva em maio
de 1945, permaneceu como interventor até agosto do ano seguinte, quando passou
o cargo a Georgino Avelino. Foi agraciado com a ordem do mérito militar e a
medalha de prata do cinqüentenário da proclamação da república. Faleceu no Rio
de Janeiro, em 20 de janeiro de 1966.
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